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Afinal, a infeção urinária é ou não contagiosa? Clarificamos este e outros mitos

Fotografia: Deon Black


Já todas ouvimos dizer: "Apanhei uma infeção urinária porque fui a um WC público." Se corresponde à verdade? Não é bem assim. Todos os dias lemos e ouvimos crenças que correm de boca em boca e que invadem o imaginário coletivo, mas que não têm fundamento. E esta é apenas mais uma.


Prepare-se para dizer adeus a este e outros mitos sobre as infeções urinárias nas mulheres:


1- A infeção urinária pode ser assintomática

Quem já teve uma infeção urinária sabe bem que os seus sintomas podem ser muito incomodativos. "Quando se fala de infeções urinárias o que está geralmente em causa são as chamadas cistites, inflamações da bexiga e uretra que têm como sintomas a vontade frequente de ir à casa de banho e sentir ardor ao urinar, muitas vezes acompanhados de vestígios de sangue na urina", pode ler-se no portal da Lusíadas Saúde.


2- Uma infeção urinária nunca dá febre

É mito. As cistites ou inflamações da bexiga e uretra normalmente não dão febre, ao contrário do que se verifica nas pielonefrites. Embora as bactérias em causa sejam as mesmas, quando estas migram pelos canais urinários até aos rins, a infeção pode causar febres altas.


3- A menopausa não é um fator de risco

Esqueça tudo o que leu sobre isto. É falso. As alterações hormonais da menopausa "reduzem a mucosa da uretra, favorecendo a mobilidade das bactérias", o que aumenta o risco de infeção urinária, diz a Lusíadas Saúde.


4- São mais comuns no inverno

Não está provada relação entre a estação do ano e as infeções urinárias. Por outro lado, segundo a CUF, as infeções urinárias "são mais comuns nas pessoas que bebem poucos líquidos e que têm hábitos de higiene insuficientes ou inadequados nas pessoas sexualmente ativas e nas pessoas com problemas de esvaziamento da bexiga".


5- São contagiosas

A ideia recorrente de que as infeções urinárias se apanham nas casas de banho não corresponde à realidade. "Não se trata de infeções virais, mas sim bacterianas, e na maior parte dos casos, as bactérias em causa já existem no nosso organismo, nomeadamente nos intestinos", esclarece a Lusíadas Saúde. É por essa razão que uma das recomendações é a de que a higiene íntima seja sempre feita a partir da vagina e em direção ao ânus e nunca o contrário.