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As escolhas de... Filipe Crawford

Fotografia: José Alberto Fernandes

Ator das máscaras e da Commedia dell'Arte, homem do teatro e professor, Filipe Crawford nasceu na capital em 1957. Formado em Encenação pela Escola Superior de Teatro e Cinema, estreou-se como ator em 1976 no Teatro da Comuna, em Lisboa, com a peça "Quatro Soldados e um Acordeão", de Richard Demarcy, tendo, ao longo dos anos, participado em várias longas metragens, séries e novelas, como "Histórias com Pés e Cabeça", "Adão e Eva", "Médico de Família" e "Crónica dos Bons Malandros".


Em 1982, veste o papel de encenador na peça "A Lição", de E. Ionesco. Desde então, já encenou mais de 50 peças para diversas companhias de teatro, incluindo a sua, a FC Produções Teatrais. E daí até começar a dar aulas foi um pulo. Em 1989 realizou um primeiro curso de Técnica da Máscara, na qual se especializou em Paris, para a Fundação Calouste Gulbenkian, e em 1997 criou o projeto Escola da Máscara.


Atualmente, podemos vê-lo em cena na peça "A Ratoeira", uma adaptação da obra "The Mouse Trap", da escritora britânica Agatha Christie, sobre um misterioso homicídio num pequeno hotel.


Veja abaixo as escolhas para a hAll de um dos artistas mais marcantes da sua geração:


Artista preferido... "Leonardo da Vinci."

Livro favorito... "«Les Aventures de Tintin»."

O filme da sua vida... "O 'Once Upon a Time in America', de Sergio Leone."

Última peça de teatro a que assistiu... "Vi 'Os Monólogos da Vagina', da Yellow Star, companhia com a qual tenho colaborado como ator nos últimos anos."

Série que não perde por nada... "Durante o último confinamento 'papei' algumas, como 'Breaking Bad' e 'Homeland', mas a que me agarrou mais foi 'Game of Thrones'."

A música que tem ouvido nonstop... "Volto sempre a qualquer uma de Bob Dylan, por ter sido um artista que marcou a minha juventude."

Um restaurante a que volta vezes sem conta... "Gosto de ir cear ao Edmundo, na zona de Benfica, em Lisboa. Com os meus filhos volto muitas vezes ao Cabaninha, em Alfornelos, na Amadora."

Um vinho que recomenda... "O Quinta dos Aciprestes."

A sua viagem de eleição... "Ubud, uma cidade em Bali, na Indonésia."

O hotel que recomenda... "Para uma escapadinha opto por alojamentos baratos e discretos, como a Residência do Parque, em Odeceixe, no Algarve."

Os tempos livres são para... "Ler, ouvir música, escrever e, sobretudo, conviver com os amigos."

Começar bem o dia é com... "Um café e tabaco aquecido."

Uma memória... "Lembro-me de ser adolescente e de acompanhar o meu pai nas suas idas às reservas naturais, como o Parque Nacional do Iona, na província de Namibe, em Angola. Eu viajava na parte de trás do Land Rover, em cima da carga, e lá íamos nós no meio de 300 quilómetros de deserto virgem repleto de fauna. Sentia-me o rei do mundo."

Lema de vida... "É uma frase de José Régio. 'Não sei por onde vou, não sei para onde vou, sei que não vou por aí'."

A vida em pandemia... "Permitiu-me reorganizar-me e ocupar-me de projetos e assuntos que se estivesse a trabalhar não conseguiria realizar. Mas também me fez pensar o quão inumano e

antinatural é o isolamento forçado e a proibição da partilha de afetos e do convívio.

Espero sinceramente que não tenhamos de voltar a passar por esta violência."

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