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Cerâmicas (in)comuns é com esta marca portuguesa

O que começou como jeito para fazer umas louças tornou-se uma marca, a [IN]comum, e Cláudia Chaves é a prova de que a necessidade aguça o engenho. Com formação em Ciências da Comunicação, foi durante uma passagem por uma prestigiada revista de moda e beleza portuguesa que a empreendedora, de 27 anos, se apercebeu que "não era bem aquilo que queria" fazer da vida, conta à hAll. Foi nessa altura, explica, que começou a frequentar um atelier de cerâmica em Lisboa, com o objetivo de criar peças para decorar a sua casa. "Mas à medida que ia tentando aperfeiçoar a técnica apaixonava-me por esta arte", diz.


Palavra puxa palavra e não tardou muito até começarem a chover encomendas de amigos e familiares. E já lá vão dois anos e meio deste hobbie que, com um empurrão da Covid-19, virou caso sério em setembro de 2020. "Até ao ano passado trabalhava como assistente de bordo na companhia de bandeira nacional, mas a pandemia provocou uma reviravolta na minha vida."


Coloridas e funcionais, as louças da [IN]comum desafiam a criatividade. Cláudia é quem idealiza, cria e pinta as peças, feitas sem moldes, com recurso a materiais de baixa temperatura, tais como a faiança e o barro. A inspiração vem "das viagens que já fiz, dos restaurantes e lojas que visito, de casas de amigos, da natureza e até do Pinterest".


A sustentabilidade "é uma preocupação diária", a começar pela escolha dos materiais e a terminar no empacotamento das peças. "Todo o nosso barro é reaproveitado e reciclado, para que não haja desperdício. Além disso, temos o cuidado de cozer e vidrar as nossas peças durante o dia, uma vez que o nosso forno é alimentado via luz solar, através de painéis fotovoltaicos", começa por explicar. Quanto ao packaging, são utilizadas caixas de cartão reutilizáveis e recicláveis e, ainda, papel kraft para suster a peça e enviá-la de forma segura para o cliente. No entanto, lamenta, "ainda temos que utilizar papel bolha para embrulhar a peça, já que ainda não existe um produto de substituição viável para o efeito".


No início de julho, Cláudia espera lançar uma nova coleção cápsula utilitária. Quanto ao futuro, os maiores desejos passam por ter um ponto físico de venda e um atelier onde possa dar workshops de cerâmica. Outra vontade é criar coleções exclusivas para restaurantes.


Percorra a fotogaleria abaixo para conhecer as louças da marca, com preços entre os 7,50 e os 45 euros:

E-mail: in.comumwork@gmail.com

Website: www.incomum.store

Instagram: @ceramica.in.comum