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Minma, a nova marca portuguesa de jóias que podem ser personalizadas de "N" formas

Fotografia: João Tainha


Minimalismo e versatilidade. Se existem palavras que descrevam o ADN das criações de Madalena Oliveira e Costa são estas mesmo. Colares de corrente, anéis e até fechos são amostras do que pode comprar na Minma (junção das palavras "mínimo" e "máximo"), uma marca de joalharia 100% portuguesa, que se prepara para lançar uma nova coleção - que, para já, está no "segredo dos deuses".


Se a pandemia trouxe algo de bom a Madalena foi a oportunidade de tirar da gaveta um novo projeto. A criadora da marca, de 27 anos, estudou Gestão e Marketing Estratégico. Depois da faculdade, passou pela L'oréal, pela Dior e esteve também na Daymon, uma consultora internacional de retalho. No início de 2020, despediu-se para agarrar um novo desafio, mas acabou despedida, devido à crise causada pela Covid-19. "Seria uma progressão na minha carreira, mas passados quinze dias o meu contrato foi rescindido por causa da pandemia", conta a própria à hAll.


De repente, "estava sem trabalho e infetada com Covid-19. Fui uma das primeiras pessoas a ficar infetadas em Portugal". Mas foi aí que a sua veia artística despertou e começou a pintar. "Vendia os meus quadros e doava 100% do lucro para um lar de idosos perto de onde vivo." E daí até começar a rabiscar roupa e acessórios foi um salto. Num desses dias, "reparei que a minha mãe estava a arrumar umas peças de joalharia dela e da minha avó e decidi ajudar. Aquilo deixou-me tão inspirada que fui investigar melhor esse mundo" das jóias. A Minma nasceu assim.


A marca, explica Madalena, "não tem idade, género ou cor. Procuramos dar liberdade e criatividade a quem a usa". O elemento "uau" está nos fechos (locks), que permitem personalizar e conjugar de "N" formas a mesma peça. O mesmo colar pode ser conjugado com quatro fechos diferentes, aos quais é possível acrecentar uma medalha. Também é possível juntar um colar e uma pulseira para obter um colar maior. Os preços variam entre 29 e os 135 euros.


Todas as peças são de prata de lei 925. As peças douradas são de prata plaqueadas a ouro que, segundo Madalena, "é cinco vezes mais duradouro que que o gold-plating/flash-plating que habitualmente os grandes retalhistas vendem.


Sustentabilidade é também uma palavra que ganhou espaço no dia-a-dia da marca, mas sem fundamentalismos. "Os metais preciosos que utilizamos não são reciclados. Até hoje, não se pode dizer que a extração desses metais é cem por cento sustentável. Por isso, preocupamo-nos com o que podemos controlar". Isto é, "produzimos numa fábrica certificada, que garante a origem responsável desses metais e que por ser local conseguimos ver de perto como tudo é feito. Por outro lado, ao produzirmos numa fábrica familiar, em Portugal, asseguramos não só suporte à economia local, como também que tudo é feito de forma consciente, através de um grande controle de stock". "Procuramos não ter qualquer desperdício e já reciclámos bastantes peças que transformámos noutras. Os brincos Gabi nasceram porque tínhamos excesso de stock de colares Gabi, por exemplo", revela.


Para já, a vendas das jóias da Minma são feitas exclusivamente online, mas o objetivo é abrir um espaço físico. Num futuro mais próximo, "gostaríamos de mostrar as nossas peças em mercados e feiras", diz a fundadora da marca, acrescentando que também planeia "fazer uma parceria com outra marca, por considerar que a partilha é muito boa para a aprendizagem e crescimento.


Percorra a fotogaleria abaixo para ver algumas das peças da marca:

E-mail: info@minmajewelry.com

Telefone: +351 914 471 318

Website: www.minmajewelry.com

Instagram: @minma.jewelry

Facebook: @minma.jewelry