Esta mala da Michael Kors não foi criada apenas para ser bonita. Conheça a história
Os lucros revertem para o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM).

A Michael Kors voltou a juntar moda e solidariedade numa nova mala de edição limitada. Desta vez, convidou a artista Christina Zimpel a criar uma ilustração exclusiva para uma tote bag em algodão reciclado, cujos lucros revertem para o PAM das Nações Unidas.
A peça faz parte da campanha Watch Hunger Stop. O objetivo é ajudar a garantir refeições escolares a milhares de crianças no Sri Lanka e apoiar as mulheres e os agricultores responsáveis pela produção dos alimentos.
Produzida em 100% algodão reciclado, custa 99,50 dólares (cerca de 85 euros, dependendo da taxa de câmbio). Está disponível desde 1 de outubro, online e em lojas selecionadas da Michael Kors, incluindo na Europa.
A colaboração entre Michael Kors e o PAM começou em 2013, com o lançamento da iniciativa Watch Hunger Stop. Nos últimos três anos, o projeto concentrou parte dos seus esforços no Sri Lanka, onde procura melhorar não apenas as refeições servidas nas escolas, mas também as condições de trabalho de quem produz e prepara os alimentos.
De acordo com resultados divulgados pela marca, já foram renovadas 10 escolas, com cozinhas mais eficientes, novos utensílios e painéis solares. Outras 20 deverão beneficiar de intervenções semelhantes ao longo do próximo ano. O programa apoiou também 1500 agricultores e responsáveis pela preparação de refeições escolares, distribuídos por oito distritos, através do fornecimento de equipamentos e recursos para aumentar a produção de vegetais e ovos.
A principal missão é melhorar a qualidade nutricional das refeições servidas a cerca de 250 mil crianças. Até ao final de 2027, o PAM prevê ultrapassar os 16 milhões de refeições escolares preparadas com produtos de origem local no Sri Lanka.
Por detrás dos números há histórias como a de Nagaraja Thilageswari, residente no distrito de Kilinochchi, no norte do Sri Lanka. Com o apoio do programa, recebeu bombas de água, equipamento de irrigação e sementes que lhe permitiram desenvolver uma exploração agrícola. Atualmente, produz vegetais frescos que ajudam a alimentar mais de 300 crianças por dia, cria aves e emprega outras mulheres e trabalhadores agrícolas.
Também Indrani Kusumalatha, no distrito de Anuradhapura, conseguiu criar uma pequena exploração avícola e uma horta com o apoio do projeto. Os recursos recebidos permitiram-lhe desenvolver uma fonte de rendimento para a família, ao mesmo tempo que prepara refeições para 40 crianças da escola Mahameegaswewa.




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