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Há uma app de encontros onde ninguém finge estar solteiro e já chegou a Portugal

  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Durante anos, as aplicações de encontros venderam a promessa de encontrar "a pessoa certa". Mas há quem procure algo diferente e é a pensar nessas pessoas que nasce a proposta da Gleeden.



Enquanto a maioria das aplicações de encontros promete amor, compatibilidade e finais felizes, há uma que segue deliberadamente outro caminho. Chama-se Gleeden e acaba de chegar a Portugal.


A plataforma francesa, dedicada a relações não monogâmicas, soma mais de 14 milhões de utilizadores em mais de 150 países e apresenta-se como uma alternativa às apps de encontros tradicionais. Aqui, a lógica é diferente: assume-se desde o início aquilo que muitos preferem omitir. O objetivo é criar um espaço para quem procura uma amizade colorida, uma aventura sem compromisso ou ligações fora do modelo tradicional de relação. Tudo com discrição e sem mal-entendidos.


Uma app onde o "poder" está do lado delas


Outro dos aspetos que distingue a plataforma é o facto de ter sido desenvolvida por e para mulheres e para mulheres. "A privacidade, a segurança e a discrição - os pilares do Gleeden -permitem que as mulheres denunciem perfis que as assediam ou violam as nossas políticas", explica Silvia Rubies, responsável de comunicação da marca, à hAll.


Esse princípio traduz-se também em decisões práticas dentro da própria plataforma. Ao contrário dos homens, as mulheres utilizam a aplicação gratuitamente. "Isto serve como um método de seleção e filtragem para a nossa comunidade masculina, que nos esforçamos por manter o mais respeitadora possível."


As relações já não são o que eram


Para Silvia Rubies, o crescimento de plataformas como a Gleeden reflete uma transformação na forma como as pessoas encaram os relacionamentos. "Existe uma tendência geral para o afastamento gradual das relações convencionais baseadas na monogamia", diz. E acrescenta que "o poliamor e a não monogamia estão a ganhar terreno entre as gerações mais jovens, que compreendem que não existe apenas uma forma de amar e de se relacionar".


Essa mudança, como defende, também expõe uma realidade menos visível do universo das aplicações de encontros. "Algumas pessoas nas aplicações de encontros dizem estar solteiras quando não estão." No seu entender, "isto acontece porque a sociedade ainda não aprova a infidelidade ou relações que não se baseiem na monogamia e, por isso, para evitar julgamentos, as pessoas mentem".

Na Gleeden, a transparência faz parte da proposta. "Todos os utilizadores sabem o que estão a fazer e não há espaço para mal-entendidos, o que contribui muito para ligações bem-sucedidas."


A chegada da plataforma ao mercado português surge num momento que a marca considera favorável. "Portugal sempre foi um mercado interessante para a Gleeden", afirma Silvia Rubies. "Acreditamos que atingiu um novo estado de maturidade, mentalidade aberta e interesse numa plataforma como a Gleeden."


Mais do que uma nova aplicação de encontros, a marca acredita que a sua presença pode ajudar a estimular uma conversa mais ampla sobre sexualidade e relações. "A Gleeden está aqui para iniciar o debate e abrir as mentes. É tempo de quebrar velhos tabus."


Amor, apps e inteligência artificial


Ao mesmo tempo que os modelos de relacionamento evoluem, também o universo das aplicações de encontros continua a mudar rapidamente. Entre as tendências emergentes, Silvia Rubies destaca o impacto crescente da inteligência artificial. "Os parceiros/amantes 'inventados' estão logo ali e resta saber até que ponto isso afetará a forma como interagimos socialmente."


Ao mesmo tempo, a marca acredita que as mulheres estão cada vez mais dispostas a falar abertamente sobre desejo e sexualidade. "O nosso objetivo é que as mulheres se sintam cada vez mais livres para falar sobre sexo, sobre o que querem, sobre o que desejam, sem serem julgadas ou estigmatizadas."

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