Crítica. Fomos ver "SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas" e saímos divididos
- Ana Rita Rebelo
- 26 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Com as vozes originais de Tom Kenny, Clancy Brown, Bill Fagerbakke e Mark Hamill, o filme chegou aos cinemas portugueses a 24 de dezembro, em plena véspera de Natal, embrulhado em nostalgia.

★★★☆☆
Passaram 25 anos desde que SpongeBob apareceu pela primeira vez na televisão, em 1999, e continua a ser um fenómeno raro na cultura pop. É reconhecível à distância de um fotograma, mencionado por crianças que nem eram nascidas quando a série começou e por adultos que ainda sabem de cor as suas piadas improváveis. O problema - se lhe quisermos chamar assim - é que essa longevidade cria expetativas nem sempre fáceis de satisfazer no cinema.
"SpongeBob O Filme: À Procura das Calças Quadradas" é já o quarto filme de um franchise que se faz valer da familiaridade. A sensação é a de estar a ver um episódio particularmente longo da série - com mais orçamento e brilho. A história é simples: SpongeBob quer provar a sua coragem a Mr. Krabs e, para isso, segue O Holandês Voador, o pirata fantasma que o arrasta para uma aventura cheia de peripécias. O humor está lá, mas nem sempre afiado.
Visualmente, o filme mantém a aposta no 3D iniciada em "SpongeBob: Fora de Água" (2015). A animação é tecnicamente competente, mas, para quem guarda na memória os traços imperfeitos do 2D original, este estilo continua a parecer ligeiramente deslocado.
No final, ficámos divididos. Por um lado, é impossível negar que o filme cumpre a sua principal missão: entreter crianças e proporcionar aos adultos uma hora e meia de nostalgia. Por outro, dificilmente ficará na memória como um dos grandes momentos da esponja mais famosa do mundo.
Eis o trailer abaixo:




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