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A maioria das pessoas desconhece estes sinais de alerta durante o luto. Fique a par

  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura

Especialistas alertam que alguns sinais, sobretudo quando persistem durante vários meses, não devem ser desvalorizados.



A tristeza, a saudade e o sentimento de vazio fazem parte do processo de luto e reações naturais à perda de alguém. No entanto, quando determinados sintomas persistem ao longo do tempo ou começam a comprometer a vida diária, pode ser necessário procurar apoio especializado, como alertam os especialistas.


Entre os sinais que merecem maior atenção estão a culpa intensa, quando não está relacionada com um acontecimento concreto, o desespero persistente e a sensação de que nunca mais será possível reconstruir uma vida com significado. Também a tristeza ou inquietação que se prolongam durante vários meses, acompanhadas pela sensação de estar "preso" no processo de luto, podem justificar uma avaliação médica.


Os especialistas chamam ainda a atenção para sintomas físicos intensos, como dor torácica persistente ou perda significativa de peso. A dificuldade em manter a rotina diária, cumprir tarefas básicas ou continuar a trabalhar são outros dos sinais que não devem ser ignorados.


Na lista incluem-se ainda a ira difícil de controlar, que pode afastar familiares e amigos e evoluir para sentimentos de vingança relacionados com a perda, os pensamentos de suicídio, que vão além do desejo passivo de "reencontrar" a pessoa que morreu, e o recurso ao álcool ou a outras substâncias como forma de aliviar a dor.


Daniela Nogueira, psicóloga clínica, membro da Sociedade Portuguesa de Terapia Focada nas Emoções e diretora da Comissão Organizadora Local da European Grief Conference 2026, esclarece que "qualquer um destes sinais pode surgir, de forma passageira, num processo de luto normal". "O que deve preocupar é a persistência: quando estes sintomas não diminuem ao longo do tempo", sublinha, acrescentando que, "nestes casos, é importante procurar uma ajuda diferente da rede de apoio informal, junto de alguém com formação específica para acompanhar processos de luto mais complicados".


O tema estará em destaque na European Grief Conference 2026, que decorre entre 9 e 11 de setembro, na Super Bock Arena - Congress Center, no Porto. O encontro vai reunir investigadores, psicólogos, profissionais de saúde e organizações internacionais para debater os desafios associados ao luto, à perda e ao apoio psicossocial.

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